25 de Outubro de 2026

Texto: ECO/CUT Apólônio de Carvalho
Hoje o Brasil decide seu futuro nas urnas, e a ECOCUT se dirige a cada trabalhador e a cada trabalhadora. Entendemos que a melhor opção para a classe trabalhadora é votar em Lula. É o projeto que valoriza o salário mínimo, defende os direitos trabalhistas, reconhece o papel dos sindicatos e trata o povo que trabalha como sujeito do desenvolvimento.
Mas não temos ilusões: nenhuma eleição encerra a luta. A organização sindical nunca foi fácil, nem mesmo nos momentos em que as condições de vida melhoraram. Direitos precisam ser conquistados e defendidos todos os dias.
Marx e Engels, no Manifesto Comunista (1848), observaram que as vitórias imediatas dos trabalhadores podem ser passageiras, enquanto um resultado fundamental dessas lutas é a ampliação de sua união. A conquista de hoje também deve fortalecer a organização para as batalhas de amanhã.
Em Salário, Preço e Lucro (1865), Marx reconheceu a importância dos sindicatos como centros de resistência aos abusos do capital. Advertiu, porém, que a luta cotidiana por salários enfrenta os efeitos do sistema e precisa estar ligada à emancipação dos trabalhadores e à transformação das relações de exploração. Sua reflexão nos lembra que defender conquistas e buscar mudanças profundas são tarefas que precisam caminhar juntas.
Rosa Luxemburgo, em Reforma ou Revolução (1899), comparou as funções econômicas dos sindicatos a um “trabalho de Sísifo”, ressaltando que esse trabalho é indispensável. As condições do capitalismo pressionam continuamente os resultados da luta sindical. Para ela, essa resistência necessária deve integrar uma luta política mais ampla pela transformação da sociedade.
Antonio Gramsci, em Os Indiferentes (1917), escreveu, em tradução livre: “Vivo, tomo partido. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes.” No mesmo texto, chamou a indiferença de peso morto da história, denunciando a omissão diante das decisões que moldam a vida coletiva.
Anos depois, em Discurso aos anarquistas (1920), Gramsci adotou uma fórmula que atribuiu a Romain Rolland: “pessimismo da inteligência, otimismo da vontade”. Podemos tomá-la como um convite a reconhecer as dificuldades sem abandonar a disposição de agir.
É com esse compromisso que a ECOCUT reafirma sua posição nesta eleição. O voto expressa uma escolha política; a organização coletiva sustenta a luta por direitos, melhores condições de vida e transformação social.
Por isso, hoje, vote. E amanhã, com qualquer resultado, continue organizado, filiado e mobilizado. A urna é um passo. A luta continua todos os dias.
ECOCUT, em defesa da classe trabalhadora.